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Espanha
desmantela rede de tráfico de aves exóticas
da Efe, em Madri
A
guarda civil espanhola desmantelou uma rede dedicada ao contrabando
de espécies e apreendeu 400 exemplares de aves exóticas
e outros espécies protegidas, muitas delas procedentes
do Brasil e do Peru, com um valor que pode chegar a um milhão
de euros (US$ 1,27 milhão).
Entre
os animais apreendidos pelo Serviço de Proteção
da Natureza (Seprona) da guarda civil estão corvos
africanos, urubus, periquitos, calopsitas e aves encontradas
na Espanha. Sete pessoas foram detidas durante a operação,
entre elas um veterinário que falsificava os certificados
que identificavam os animais.
Além
de produzir certificados de nascimento falsificados para indicar
que os animais tinham nascido em cativeiro, em alguns casos
eram extraídos microchips e argolas de animais "legais"
mortos --por vezes amputando suas extremidades-- para colocá-los
nas aves obtidas e comercializadas ilegalmente.
Entre
os detidos há, além do veterinário, vendedores,
criadores e distribuidores de aves, acusados de falsificação
de documentos, de crimes contra a flora e a fauna e contra
os cofres públicos. As aves exóticas foram extraídas
ilegalmente também da África do Sul.
Os
animais entravam na Espanha em incubadoras disfarçadas
em bagagens de mão ou em faixas encostadas ao corpo.
A operação aconteceu em várias províncias
espanholas.
Segundo
os dados fornecidos hoje pelo governo regional de Madri e
pelo responsável do Seprona, a operação
começou em fevereiro, quando foi descoberta uma caminhonete
que continha vários exemplares de aves autóctones.
Um outro carregamento foi apreendido mais tarde e, diante
da possibilidade de as duas ações estarem relacionadas,
a guarda civil organizou uma força-tarefa que confirmou
a existência da rede.
De
acordo com a guarda civil, os sete detidos, após serem
colocados à disposição da Justiça,
foram colocados em liberdade com acusações e
medidas cautelares.
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