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03/08/2006
- 17h16
Espanha prende brasileiro por tráfico de animais
da BBC, em Londres
A
polícia espanhola anunciou nesta quinta-feira que desmantelou
uma rede de tráfico de animais silvestres. Entre os
presos está um brasileiro que tentou entrar na Espanha
com 40 ovos de aves da Amazônia.
Seis
contrabandistas foram presos com 400 aves que poderiam alcançar
1 milhão de euros (cerca de R$ 3 milhões) no
mercado negro europeu.
Dos
pássaros apreendidos, 355 eram de espécies brasileiras:
araras, papagaios, periquitos, araraúnas, aratingas,
ariranhas e ararajubas, todos classificados na lista dos animais
em extinção do IBAMA (Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente) desde 1989.
O
contrabandista brasileiro foi preso no aeroporto Barajas,
em Madri, quando tentava entrar no país com os ovos
de pássaros escondidos em uma cinta de emagrecimento.
A
polícia só divulgou as iniciais do traficante:
M.H.R., que foi indiciado com outros cinco espanhóis
por crimes de contrabando, falsificação de documentos
e crimes contra o meio ambiente e contra o fisco.
Na
batida policial foram recuperadas 13 aves de rapina (abutres
e corvos africanos) e 29 espécies espanholas em extinção,
além das 355 aves do Brasil.
Sofisticação
A
quadrilha utilizava documentação falsa para
justificar a entrada e a circulação dos animais
pela Europa.
Os
artifícios aplicados pelos criminosos para oficializar
os animais iam de certificados de nascimento em cativeiro
e atestados do Convênio Internacional sobre Tráfico
de Espécies de Fauna e Flora a microchips e
anéis de identificação legítimos
roubados de aves protegidas.
Entre
os presos está um veterinário, que assinava
os documentos falsos. Foram apreendidos também cinco
computadores de mesa, um laptop, um silenciador de revólver
calibre 22, um freezer com cem animais congelados e 3,5 mil
euros (aproximadamente R$ 10,5 mil).
Os
ovos contrabandeados, a maioria da espécie Rhodocorytha
(da qual fazem parte os papagaios e araras azuis), foram levados
para o zoológico espanhol Safari Park para encubação.
A
operação ganhou os codinomes "exótica"
e "silvestre" e começou em fevereiro. Segundo
a polícia, a rede tinha ramificações
em seis cidades espanholas: Madri, Burgos, Orense, Viscaia,
Álava e Tarragona.
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