| 07)
Modelos animais de doenças cardíacas falharam em mostrar
que colesterol elevado e dieta rica em gorduras aumentam o risco de
doenças coronárias. Em vez de mudar hábitos alimentares
para prevenir a doença, as pessoas mantiveram seus estilos
de vida com falsa sensação de segurança.
08)
Pacientes receberam medicamentos inócuos ou prejudiciais
à saúde, por causa dos resultados de modelos de derrame
em animais.
09)
Erroneamente, estudos em animais atestaram que os Bloqueadores Beta
não diminuiriam a pressão arterial em humanos, o que
evitou o desenvolvimento da substância (10) (11) (12). Até
mesmo os vivisseccionistas admitiram que os modelos de hipertensão
em animais falharam nesse ponto. Enquanto isso, milhares de pessoas
foram vítimas de derrame.
10)
Cirurgiões pensaram que haviam aperfeiçoado a Keratotomia
Radial (cirurgia para melhorar a visão) em coelhos, mas o
procedimento cegou os primeiros pacientes humanos. Isso porque a
córnea do coelho tem capacidade de se regenerar internamente,
enquanto a córnea humana se regenera apenas superficialmente.
Atualmente, a cirurgia é feita apenas na superfície
da córnea humana.
11)
Transplantes combinados de coração e pulmão
também foram "aperfeiçoados" em animais,
mas os primeiros três pacientes morreram nos 23 dias subseqüentes
à cirurgia (13). De 28 pacientes operados entre 1981 e 1985,
8 morreram logo após a cirurgia, e 10 desenvolveram Bronquiolite
Obliterante , uma complicação pulmonar que os cães
submetidos aos experimentos não contraíram. Dos 10,
4 morreram e 3 nunca mais conseguiram viver sem o auxílio
de um respirador artificial. Bronquiolite obliterante passou a ser
o maior risco da operação (14)
12)
Ciclosporin A inibe a rejeição de órgãos
e seu desenvolvimento foi um marco no sucesso dos transplantes.
Se as evidências irrefutáveis em humanos não
tivessem derrubado as frágeis provas obtidas com testes em
animais, a droga jamais teria sido liberada. (15)
13)
Experimentos em animais falharam em prever toxidade nos rins do
anestésico geral metoxyflurano. Muitas pessoas que receberam
o medicamento perderam todas as suas funções renais.
14)
Testes em animais atrasaram o início da utilização
de relaxantes musculares durante anestesia geral.
15)
Pesquisas em animais não revelaram que algumas bactérias
causam úlceras, o que atrasou o tratamento da doença
com antibióticos.
16)
Mais da metade dos 198 medicamentos lançados entre 1976 e
1985 foram retirados do mercado ou passaram a trazer nas bulas efeitos
colaterais, que variam de severos a imprevisíveis (16). Esses
efeitos incluem complicações como disritmias letais,
ataques cardíacos, falência renal, convulsões,
parada respiratória, insuficiência hepática
e derrame, entre outros.
17)
Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em ratos,
macacos e cães, que o toleraram bem. Algumas pessoas morreram
após tomar a droga.
18)
Zelmid, um antidepressivo, foi testado sem incidentes em ratos e
cães. A droga provocou sérios problemas neurológicos
em humanos.
19)
Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência
renal e hepática, anemia e morte em humanos. Testes realizados
em animais não apontaram efeitos colaterais.
20)
Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca,
foi testado em inúmeros animais e lançado sem restrições.
Humanos desenvolveram trombocitopenia, ou seja, ausência de
células necessárias para coagulação.
21)
Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos
no fígado de 7 entre 15 pessoas. Cinco acabaram morrendo
e as outras duas necessitaram de transplante de fígado. (17)
A droga funcionou bem em marmotas. (18) (19)
22)
Clioquinol, um antidiarréico, passou em testes com ratos,
gatos, cães e coelhos. Em 1982 foi retirado das prateleiras
em todo
o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira
em humanos.
23)
A medicação para a doença do coração
Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar
de nenhum
efeito colateral ter sido observado em animais. Quando lançado,
os cientistas afirmaram que houve estudos intensivos de toxidade
em testes com cobaias. Após as mortes e os casos de cegueira,
os cientistas tentaram sem sucesso desenvolver em animais efeitos
similares aos das vítimas. (20)
24)
Opren, uma droga para artrite, matou 61 pessoas. Mais de 3500 casos
de reações graves têm sido documentados. Opren
foi testado sem problemas em macacos e outros animais.
25)
Zomax, outro medicamento para artrite, matou 14 pessoas e causou
sofrimento a muitas.
26)
A dose indicada de isoproterenol, medicamento usado para o tratamento
de asma, funcionou em animais. Infelizmente, foi tóxico demais
para humanos, provocando na Grã-Bretanha a morte de 3500
asmáticos por overdose. Os cientistas ainda
encontram dificuldades de reproduzir resultados semelhantes em animais.
(21) (22) (23) (24) (25) (26)
27)
Metisergide, medicamento usado para tratar dor de cabeça,
provoca fibrose retroperitonial ou severa obstrução
do coração, rins e veias do abdômen. (27) Cientistas
não estão conseguindo reproduzir os mesmos efeitos
em animais. (28)
28)
Suprofen, uma droga para artrite, foi retirada do mercado quando
pacientes sofreram intoxicação renal. Antes do lançamento
da droga, os pesquisadores asseguraram que os testes tiveram (29)
(30) "perfil de segurança excelente, sem efeitos cardíacos,
renais ou no SNC (Sistema Nervoso Central) em nenhuma espécie".
29)
Surgam, outra droga para artrite, foi designada como tendo fator
protetor para o estômago, prevenindo úlceras, efeito
colateral comum de muitos medicamentos contra artrite. Apesar dos
resultados em testes feitos em animais, úlceras foram verificadas
em humanos (31) (32).
30)
O diurético Selacryn foi intensivamente testado em animais.
Em 1979, o medicamento foi retirado do mercado depois que 24 pessoas
morrerem por insuficiência hepática causada pela droga.
(33) (34)
31)
Perexilina, medicamento para o coração, foi retirado
do mercado quando produziu insuficiência hepática não
foi prognosticada em estudos com animais. Mesmo sabendo que se tratava
de um tipo de insuficiência hepática específica,
os cientistas não conseguiram induzi-la em animais. (35)
32)
Domperidone, droga para o tratamento de náusea e vômito,
provocou batimentos cardíacos irregulares em humanos e teve
que ser retirada do mercado. Cientistas não conseguiram produzir
o mesmo efeito em cães, mesmo usando uma dosagem 70 vezes
maior. (36) (37)
33)
Mitoxantrone, usado em um tratamento para câncer, produziu
insuficiência cardíaca em humanos. Foi testado extensivamente
em cães, que não manifestaram os mesmos sintomas.
(38) (39)
34)
A droga Carbenoxalone deveria prevenir a formação
de úlceras gástricas, mas causou retenção
de água a ponto de causar insuficiência cardíaca
em alguns pacientes. Depois de saber os efeitos da droga em humanos,
os cientistas a testaram em ratos, camundongos, macacos e coelhos,
sem conseguirem reproduzir os mesmos sintomas. (40) (41)
35)
O antibiótico Clindamicyn é responsável por
uma condição intestinal em humanos chamada colite
pseudomembranosa.
O medicamento foi testado em ratos e cães, diariamente, durante
um ano.
As
cobaias toleraram doses 10 vezes maiores que os seres humanos. (42)
(43) (44)
36)
Experiências em animais não comprovaram a eficácia
de drogas como o valium, durante ou depois de seu desenvolvimento
(45) (46)
37)
A companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn descontinuou
testes clínicos dos comprimidos de Linomide (roquinimex)
para o tratamento de esclerose múltipla, após oito
dos 1200 pacientes sofrerem ataques cardíacos em conseq¸ência
da medicação. Experimentos em animais não previram
esse risco.
38)
Cylert (pemoline), um medicamento usado no tratamento de Déficit
de Atenção/Hiperatividade, causou insuficiência
hepática
em 13 crianças. Onze delas ou morreram ou precisaram de transplante
de fígado.
39)
Foi comprovado que o Eldepryl (selegilina), medicamento usado no
tratamento de Doença de Parkinson, induziu um grande aumento
da pressão arterial dos pacientes. Esse efeito colateral
não foi observado em animais, durante o tratamento de demência
senil e desordens endócrinas.
40)
A combinação das drogas para dieta fenfluramina e
dexfenfluramina - ligadas a anormalidades na válvula do coração
humano - foram retiradas do mercado, apesar de estudos em animais
nunca terem revelado tais anormalidades. (47)
41)
O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin,
foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas
causou lesão de fígado em humanos. O laboratório
admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido
a um transplante de fígado. (48)
42)
Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento
de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas
de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma
causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia
do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias.
Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis,
tem salvo inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam
ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes. (49)
(50) (51) (52)
43)
FK506, hoje chamado Tacrolimus, é um agente anti-rejeição
que quase ficou engavetado antes de estudos clínicos, por
ser extremamente tóxico para animais. (53) (54) Estudos em
cobaias sugeriram que a combinação de FK506 com cyclosporin
potencializaria o produto. (55) Em humanos ocorreu exatamente o
oposto. (56)
44)
Experimentos em animais sugeriram que os corticosteróides
ajudariam em casos de choque séptico, uma severa infecção
sang¸ínea causada por bactérias. (57) (58).
Em humanos, a reação foi diferente, tendo o tratamento
com corticosteróides aumentado o índice de mortes
em casos de choque séptico. (59)
45)
Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander
Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma
vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os
testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia
ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade
nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador
do Premio Nobel da Paz, como co-descobridor e fabricante da penicilina,
afirmou: "Felizmente não tínhamos testes em animais
nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos
conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente,
outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos.
46)
No início de seu desenvolvimento, o flúor ficou retido
como preventivo de cáries, porque causou câncer em
ratos. (60) (61) (62)
47)
As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado
depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas
sofreram com o resultado (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida
em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas.
Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos
os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida
por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação
interfere na formação do feto, provocando a focomelia
que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os
semelhantes aos de focas.)
48)
Pesquisas em animais produziram dados equivocados sobre a rapidez
com que o vírus HIV se reproduz. Por causa do erro de informação,
pacientes não receberam tratamento imediato e tiveram suas
vidas abreviadas.
49)
De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram
o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina
contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas
matou as pessoas que receberam a aplicação.
50)
Muitos pesquisadores que trabalham com animais ficam doentes ou
morrem devido à exposição a microorganismos
e agentes infecciosos inofensivos para animais, mas que podem ser
fatais para humanos, como por exemplo o vírus da Hepatite
B.
Tempo,
dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais
poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos. Estudos
clínicos, pesquisas in-vitro, autópsias, acompanhamento
da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados
e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam
perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos.
Importante
salientar que experiências em animais têm exaurido recursos
que poderiam ter sido dedicados à educação
do público sobre perigos para a saúde e como preservá-la,
diminuindo assim a incidência de doenças que requerem
tratamento.
Experimentação
Animal não faz sentido. A prevenção de doenças
e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está
na ciência que tem como base os seres humanos.
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