Dicas Animais

1) Problemas de verão: Cachorros não suam portanto no calor, nunca deixe seu cachorro no carro. Mesmo com os vidros abertos, o animal pode ter danos cerebrais ou até mesmo morrer em 10 minutos. Sempre deixe seu cachorro à sombra (de preferência sob uma árvore ao invés de dentro de uma casinha de cachorro pois estas absorvem calor). É muito mais seguro deixar seu cachorro dentro de casa durante os dias muito quentes. Para combater as pulgas, penteie seu cachorro com um pente especial para que os ovos possam ser removidos também e use um spray contra pulgas tanto no animal quanto no carpete.

2) Identificação do Animal: Uma identificação visível pode salvar a vida de gatos e cachorros. Acidentes acontecem e quando eles ocorrem, animais perdidos dependem da identificação em sua coleira contendo o nome, endereço e telefone dos donos. A cada 3 meses, verifique se a coleira não está muito apertada.

3) Pássaros devem ser livres: Pássaros nasceram para voar e para estar com outros pássaros. Nunca compre um pássaro num Pet Shop. Se você já possui um pássaro, não corte suas asas e deixe-o voar livremente. Pense em enviar pássaros solitários para um abrigo onde ele possa estar em contato com outros de sua espécie.

4) Pequenos detalhes significam muito: Brincar e dar atenção ao seu animal regularmente significa muito para ele pois que ele passa o dia esperando você voltar do trabalho. Comida, água, abrigo e consultas regulares ao veterinário são fundamentais mas animais são seres sociais que adoram companhia mais do que qualquer coisa. Não ignore aquele rabinho alegre, deixe seu gato se aconchegar perto de você enquanto você lê o seu jornal diário e não se apresse quando for passear com seu cachorro: esse é o tempo que eles tem para explorar o mundo e tantos cheiros diferentes.

5) Vai viajar com seu bichinho de estimação? Cuidado! Se você vai viajar de avião, escolha uma companhia aérea que permita que o animal seja transportado num compartimento especial e não no de carga. O compartimento de carga não possui boa ventilação e a temperatura não é regulada. Muitos são os animais que se machucam ou mesmo morrem durante viagens em compartimentos de carga, portanto se a sua companhia aérea não permite que seu bichinho de estimação voe num compartimento especial, a melhor opçã seria dirigir ou procurar um modo mais seguro de transporte.

6) Não deixe seu cachorro preso: Cachorros gostam de estar onde você está. Cachorros são animais sociáveis que adoram correr, brincar e obter atenção. Deixar seu cachorro preso pode deixa-lo infeliz e fazer com que ele venha a ter problemas de comportamento. Se você conhece um cachorro que passou toda sua vida numa corrente, converse com o dono do animal e ajude-o a compreender como a sua liberdade é importante.

7) Castre seu bichinho de estimação: Gatos e cachorros, todos devem ser castrados. A cada hora, 2.500 cachorros e gatos nascem no Sudeste do Brasil (muito mais animais do que pessoas interessadas em adota-los). Milhões de animais são abandonados, ficam doentes e acabam sendo mortos pelo centro de Zoonoses. Evite que isso aconteça castrando seu animal e divulgando esta informação entre as pessoas que conhece.

8) Se você precisa desistir de um animal: É muito importante que você procure um outro dono para ele com muito cuidado. Cuidado para não doar o animal para pesquisas ou outros tipos de atividades ilícitas. Cheque se a pessoa interessada tem boa conduta e não tenha medo de dizer não se você acredita que o animal não estará em boas mãos. Se você não encontrar um outro dono, leve o animal à um abrigo conhecido e procure ter certeza de que ele não passará o resto de sua vida numa gaiola.

9) Nunca ignore animais perdidos ou machucados: Nas ruas eles podem ser vítimas de maus tratos, atropelamentos e doenças além de poder se reproduzir (tornando o problema de super-população ainda maior). Quando o animal está perdido, você poderia ajudar muito tentando achar os seus donos. Se ele estiver nas ruas, procure afastá-lo de avenidas e ruas de maior movimento.

Psicologia & Animais

Animais de estimação e bebês – experiência pessoal de Ila Franco – presidente da AILA

Quando minha filha nasceu eu não cheguei a ficar no hospital nem a metade do tempo necessário, pois poucas horas depois do parto eu vi a enfermeira recolhendo o lixo do cesto do banheiro com as próprias mãos e em seguida trazer meu bebê para a sua primeira mamada. Com certeza, eu não tinha a menor vontade de continuar vendo aquilo para me chatear ainda mais. Resolvi agir. Amamentei meu bebê e a mesma enfermeira continuou com suas tarefas e, por fim, depositou o lixo em um saco grande, não lavou as mãos e pegou novamente meu bebe quando chegou a hora de leva-la de volta ao berçário.

Mas eu queria ficar com o meu bebê! Minha mãe e avó tinham chegado para ficar comigo e naquele momento estavam em casa organizando tudo. Quando lhes falei sobre a minha indignação à respeito dos acontecimentos, elas logo vieram para o hospital, preocupadas com o fato de que não nos deixariam ir logo para casa. Eu disse à elas para que se tranqüilizassem e deixassem que eu resolveria a situação.

Primeiro, minha mãe perguntou onde ela poderia por minhas duas Yorkshire Terrier ou se haveria alguém que pudesse cuidar delas por algum tempo. Tentei explicar que elas eram parte da nossa família e que permaneceriam conosco.

A tarefa coube a minha avó que sempre foi mais realista quando eu precisei de sua ajuda. Então minha mãe levou minhas duas cachorrinhas para um salão de beleza para tomar outro banho, apesar de eu ter lhes dado banho dois dias antes. Depois de instalados em casa, apresentei meus dois cachorrinhos, pondo um de cada vez no berço da minha filha. Ela arregalou os olhos, sorriu e ficou feliz. É claro que eu precisava ficar atenta para que ela não os ferisse com suas mãos e pernas ainda sem controle dos movimentos. Minha mãe sorria enquanto observava, ainda sem ter a certeza de que eu estava fazendo a coisa certa. Todos os dias eles tinham esses encontros, enquanto eu explicava à minha mãe que aqueles cãezinhos também eram bebês, porém com cabelo mais bonito. O fato deles não falarem a mesma língua que nós foi uma benção, pois eles jamais encheriam a cabecinha dela com besteiras e ainda a ensinariam o que é o amor incondicional, fidelidade, companheirismo, de maneira que nenhum “animal humano” poderia ensinar com tamanha pureza. Eles cresceram juntos, unidos, entretanto com a supervisão continua e ensinamentos sobre a forma de tratar outras espécies de forma racional e sensível como a si mesmo.

Minha filha cresceu, tornando-se uma jovem adorável, amorosa e sensível, alguém que tem infinitas responsabilidades com seus cães e amor e respeito especiais por todas as criaturas vivas. Com certeza eu não apregoo ser a merecedora de todos os créditos, mas agradeço aos animais que tornar o meu trabalho muito mais fácil. Dizem que criar uma criança desde o começo junto com animais traz imunidade contra doenças. Apesar de várias experiências, sou completamente crédula. Apesar das preocupações de minha mãe, ela testemunhou que eu nunca tive contas a pagar com médicos por causa da minha filha, exceto dentista, uma vez ao ano e um dermatologista, por três vezes, devido a uma erupção persistente e resistente a alguns medicamentos. Cansada da situação, minha filha buscou a solução em revistas e livros sobre alimentação, descobrindo o quanto o leite é cheio de antibióticos, hormônios, etc, podendo causar diversas doenças. Ela parou de tomar leite e a alergia desapareceu. É impressionante como velhos hábitos e propagandas podem agir como lavagem cerebral.

A chegada de algo novo sempre vira a casa pelo avesso, nos tornando negligentes até mesmo com o que nos era tão familiar, inlcuindo nossos animais de estimação. Os animais são sensíveis à qualquer mudança na rotina e qualquer deslize na atenção dos humanos pode ter conseqüencias devastadoras. Eles passam a solicitar mais atenção, até mesmo através de um comportamento negativo, fazendo coisas como mastigar coisas, morder, sujar a casa. Infelizmente esta é a época que os animais acabam indo, sem necessidade, para abrigos. Entretanto, com alguns ajustes na rotina, os animais acabam vendo o novo membro da família como uma adição ao grupo em vez de ameaça à sua antes feliz existência.

Quando estiver preparando o quarto do bebê, deixe que o animal acompanhe tudo. Minha amiga gata dormia no carrinho até a chegada do bebê, mas um dia encontrou seu cheiro e não quis mais ficar lá, depois disso. Junte os brinquedos com som e movimento e convide amigos que também tenham bebês para que seu animalzinho possa se familiarizar com eles.Falar da chegada do bebê de forma positiva com o animal é de grande ajuda, já que eles podem sentir a mudança. Ajuste e estabeleça a rotina de alimentar, passear e todas as atenções para com seu bichinho de modo que possa ser mantida depois da chegada do bebê, de forma positiva. Desta forma, as mudanças em seu padrão de conforto não serão associadas ao bebê.

Apresente seu animal de estimação ao bebê trazendo para casa um cobertor com seu cheiro e então, quando o trouxer para casa, dê um agrado ao animal na presença do bebê, sempre se lembre de dar mais um pouco mais de atenção à ele.

Um amigo costumava manter uma tigela com biscoitos caninos perto da porta e todos os convidados que apareciam para visitar bebê ofereciam como um agrado ao cão da família antes de entrar para conhecer a criança.

Leve em consideração os sentimentos do seu animal que está inseguro, curioso e até mesmo enciumado, ou seja, todos os sentimentos que os irmãos e irmãs mais velhos encaram nessa situação.

Não existe jeito melhor de uma criança aprender sobre compaixão, consciência, respeito e amor do que através de um animal de estimação, principalmente um que tenha acompanhado toda a sua história, desde o princípio.

Apesar do caos ser algo inevitável com a chegada do bebê, racionalizar, ter paciência e flexibilidade deverão acompanhar você durante todo o processo.

O Santuário dos Grandes animais

Objetivos

Providenciar lares permanentes, livre de stress, com assistência segura e humanitária para os animais. Educar o público do compromisso para com os animais em cativeiro, dando assistência na preservação de todas as espécimes. Para socorrer esses animais, que foram sequestrados (na maioria das vezes, seus pais foram mortos), torturados ou em perigo de serem destruídos por falta de um local adequado para enviar esse animal.

Existem um grande número de animais sofrendo em cativeiro, e infelizmente, existem poucos lugares que recepcionem os animais. A legislação não impede que essas magníficas criaturas sejam confinadas em condições precárias, sem o mínimo de condições de higiene, alimentação e saúde.

Muitas vezes, por falta de um local adequada, o animal é sacrificado.
A Aliança Internacional do Animal, vem vistoriando circos para a constatação de maus tratos, porém, quando verificados os maus tratados, as autoridades não confiscam o animal por terem dificuldades em encaminhar estes animais para um local apropriado, e em condições ideais de sobrevivência. Para que haja um total cumprimento da legislação, é necessário que haja a criação de um Santuário, onde nosso propósito é providenciar um lar permanente para que esses animais possam viver livres da exploração, da escravidão, dos maus-tratos e da enganosa cultura dada às crianças.

Filosofia

Se temos animais em cativeiro, é nossa responsabilidade providenciar um ambiente mais natural possível. Acreditamos que os direitos dos animais são tão preciosos quanto os direito dos humanos.
Quando olhamos dentro dos olhos dos animais, podemos sentir a própria natureza, em um olhar puro e afetuoso.Quando olhamos dentro dos olhos de um animal faminto, ferido e mau-tratado, notamos o desespero e a resignação de uma vida horrível que não podemos simplesmente ignorar. Os animais sabem que podemos ajudar se quisermos.Então por que não fazemos?Em seus olhos você achará a resposta.

Por quê prescisamos de Santuários?

A AHA publicou vários artigos sobre o Vínculo no Advocate e Shoptalk e criou publicações que descrevem vários aspectos sobre o vínculo. Todo o exemplar de junho de 1997, Protecting Children (Protegendo as crianças), também exibiu artigos sobre o Vínculo. Além disso, os membros do AHA contribuíram em artigos e enviaram textos relativos ao assunto para revistas nacionais.

1.Dar condições básicas de saúde, higiene, alimentação e bem estar aos animais.
2.O Santuário serviria também como instrumento educacional para entidades de ensino para o desenvolvimento de trabalhos de Educação Ambiental.

Justificativas:

1.Necessidade de recuperação e manutenção de espécimes vivas , algumas em extinção, recuperadas de Circos e outras entidades;
2.Necessidade da criação de locais com ambientação própria que reproduza o habitat e cada animal, devida à atual deficiência de locais para a recepção dos animais.

Metodologia/Etapas de Desevolvimento

1.Recepção dos animais
2.Estimativa do tempo de cativeiro
3.Análise de possíveis zoonoses ( realização de exames parasitológicos, hipoglicemia, doenças tropicais e sexagem.
4.Recuperação das condições naturais do animal, lhe posssibilitando condições de vida saudável.

Resultados Esperados

Atenuação dos danos causados à natureza e maior conscientização dos problemas ecológicos , tendo como beneficiários os animais e os humanos.

Violência contra humanos e animais

Avaliação: O Vínculo como é denominado na Campanha da Associação Humanitária Americana contra a violência, é a conexão entre o abuso animal e a violência contra as pessoas. As informações relatadas abaixo provam esta conexão. São exemplos assustadores:

– “…uma criança que aprende agressão contra criaturas vivas, tem mais possibilidade de estuprar, ferir e matar os outros humanos quando adulto.” (Kellert & Felthous, 1985).

– “Em 88% das famílias (que utilizam serviços) da Divisão de Apoio à Mocidade e Família de N.J., onde o abuso físico aconteceu, também houve o abuso dos animais da casa. Em dois terços dos casos,o pai ou a mãe feriram ou mataram o animal para disciplinar a criança.” (Deviney, Dickert & Lockwood, 1983).

– Um estudo de 28 criminosos condenados por homicídios e crimes sexuais, descobriu que a existência de crueldade contra os animais era de 36% na infância, e 46% na adolescência. (Ressler Burgess & o Douglas, 1988).

– Hellman e Backman notaram a associação frequente entre violência criminal na maioridade e uma tríade de sintomas: enurese excessiva ateamento de fogo e abuso de animais durante a infância . Os perfis de assassinos seriais, de acordo com o FBI,
incluem histórias de maus tratos à animais.

– Eric Smith de 12 anos, estrangulou o gato do vizinho com uma mangueira de jardim , ato que foi considerado uma brincadeira.
Um ano depois, ele assassinou Derrick Robie, de 4 anos. (Denver post, Associate Press, 1993).

– Jeffrey Dahmer empalou rãse gatos, decaptou um cachorro quando criança. Quando adulto, matou e desmembrou 17 pessoas (vários relatórios de mídia).

– Brenda Spencer incendiou os rabos de cães e gatos quando criança. Quando adulta, disparou 40 tiros nas crianças da Escola de San Diego, matando 2 e ferindo 9.

– David Berkowitz matou vários animais dos vizinhos na juventude. Ao crescer, se tornou “o assassino da cidade de Nova YorK”.

– Quando o júri deliberou a pena de morte para o pedófilo e assassino de crianças Jesse K. Timmendequas, cujos crimes foram o incentivo para a criação da lei Megan, os advogados alegaram que Jesse suportara abuso sexual por vários anos na infância
durante a qual animais da amília foram torturados na frente dele para assegurar seu silêncio.New York times,1997

Protegendo as crianças e os animais: programa para um futuro não violento

Todos os anos, mais de um milhão de crianças são nacionalmente confirmadas como vítimas de abuso ou negligência nos EUA.
Ao mesmo tempo, milhares de nossos companheiros animais também são vítimas da crueldade. Em 15 de setembro de 1992, na Virgínia, Estados Unidos, a Associação Humanitária Americana realizou o primeiro seminário para abordar o assunto.Entre os participantes, estavam profissionais de proteção animal, advogados, pediatras, enfermeiras, teólogos, professores, psicólogos, repórters, veterinários, promotores públicos, assistentes sociais e pesquisadores.

Educando o público

A AHA publicou vários artigos sobre o Vínculo no Advocate e Shoptalk e criou publicações que descrevem vários aspectos sobre o vínculo. Todo o exemplar de junho de 1997, Protecting Children (Protegendo as crianças), também exibiu artigos sobre o Vínculo. Além disso, os membros do AHA contribuíram em artigos e enviaram textos relativos ao assunto para revistas nacionais.

Defendendo

A AHA tomou várias iniciativas a fim de defender sua teoria, defender as crianças e os animais:

– Trabalhou com legislaturas estatais locais através de testemunho congressional e advocacia legislativa para fortalecer as penas para crueldade contra animais em cidades dos Estados Unidos.

– Publicou um “Kit de Crueldade” que contêm instruções específicas para que a violência contra animais seja levada à serio.

– Trabalhou em San Diego para apoiar a legislação que exigem que os assistentes sociais se tornem fiscais da crueldade e
controle animal e do abuso infantil.

– Conduziu o treinamento em vários estados para o reconhecimento e denúncia do abuso de crianças para oficiais de controle animal.

– Realizou vários fóruns comunitários em estados diferentes sobre os assuntos envolvidos na compreensão dos vínculos entre a violência doméstica, abuso de crianças, delinqüencia juvenil e crueldade contra animais.

A AHA recomenda

– mais pesquisas nos vínculos entre o abuso de crianças, violência doméstica, crueldade contra animais.

-Inclusão de assistentes sociais como fiscais da crueldade contra animais e profissionais do bem estar animal como fiscais infantis.

– Estatutos contra a violência à que animais são submetidos , mais duros e com penas maiores incluindo tratamento de saúde mental obrigatório para os infratores.

– Inclusão das informações sobre crueldade contra o animal dos condenados para o julgamento dos criminosos.

Quem é a AHA

A AHA ou Associação Humanitária Americana é uma líder nacional na identificação e prevenção das causas de abusos e negligência infantil e animal. Fornece advogados, treinamento, pesquisa, ajuda técnica e outros serviços na àrea de proteção
infantil e animal.
A Atuação nacional da AHA se faz por filiais e indivíduos e tem como objetivo ensinar, defender e praticar a compaixão e empatia para crianças e animais, a fim de produzir uma sociedade mais compassiva, menos violenta. Vamos trazer para o Brasil essa idéia!