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| Cristianismo:
Jesus era vegetariano |
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A mensagem de Jesus é de amor e compaixão, no
entanto, nada há de amoroso ou compassivo em fazendas-empresas
e matadouros, onde os animais levam uma vida miserável
e sofrem uma morte violenta e sangrenta. Jesus exorta a bondade,
a misericórdia, a compaixão e o amor em relação
a toda a criação de Deus. Ele ficaria horrorizado
com grau de sofrimento que infligimos aos animais para satisfazer
o gosto que adquirimos por sua carne. Os cristãos têm
escolha. Quando nos sentamos para comer, podemos colaborar
para a violência, o sofrimento e a morte no mundo ou
podemos respeitar Sua criação e obrar pela paz.
Jesus
é amor e misericórdia na forma humana, e existem
fortes evidências de que ele era vegetariano. Por exemplo,
na época de Jesus, o sacrifício de animais era
uma desculpa para os seres humanos ingerirem carne, e Jesus
contestou o sacrifício de animais a cada passo. Ele
proibiu a venda de animais, para sacrifício e consumo,
no templo, instituiu o batismo em lugar do sacrifício
de animais, disse que Deus "requeria piedade, não
sacrifício" e eliminou completamente o sacrifício
de animais na Última Ceia (uma refeição
vegetariana da Páscoa).
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| Os
Essênios |
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Os essênios foram uma das três principais seitas
religiosas da Palestina do primeiro século e acredita-se
que Jesus foi membro do grupo do norte, que se concentrava
ao redor do Monte Carmela. Os essênios eram também
conhecidos como nazarenos, e Nazaré era um de seus
redutos, ainda que deve-se notar que o termo era anterior
ao nome do lugar. Os membros da seita vestiam-se de branco
e seguiam uma dieta vegetariana, como a ordem monástica
cristã dos Carmelitas.
A escritura
essênia mais importante é o Evangelho dos Doze
Santos, redescoberta em 1888 e traduzida do aramaico pelo
Rev. Gideon Jasper Ouseley. Esta versão do Novo Testamento
difere marcadamente das geralmente aceitas generalmente e
pinta Jesus como um vegetariano estrito, diante de quem outras
criaturas se congregavam. ''E as aves se reuniam ao seu redor
e lhes davam boas-vindas com seu canto e outras criaturas
vivas se postavam a seus pés e ele as alimentava com
suas mãos'. A alimentação da multidão
humana também é mencionada, porém a comida
referida é pão e uvas. Dos animais, afirma:
''Estas criaturas são teus companheiros na grande casa
de Deus, sim, são teus irmãos e irmãs,
têm o mesmo alento de vida na Eternidade. E quem cuida
da menor delas e lhes dá de comer e beber, o mesmo
está fazendo comigo".
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| Trechos
do texto: O vegetarianismo e a Bíblia |
Edward Maitland
...A Bíblia,
em síntese, pode ser definida como uma coleção
de parábolas narrando a história da Alma, desde
sua primeira descida na matéria, até o seu retorno
final para sua condição original de puro espírito.
Entregando-se
aos impulsos externos da natureza inferior, antes que seja
suficientemente forte para resisti-los, Eva estende sua mão
e apanha o fruto que, como ela é espiritual e ele é
material é Matéria é proibido
para ela. Em outras palavras, e despido de alegoria, a Alma,
ou ser superior, cai sob o poder do ser inferior e perde a
intuição do Espírito, e o homem, não
mais sendo por ela sustentado, a segue em sua queda. Assim,
o ser inferior, com os seus apetites e os seus pensamentos,
torna-se o único regente, e a sua prole é Caim,
o assassino e até mesmo torturador de seus irmãos,
humanos e animais. E quando Abel, que como ministro da Alma
e de suas intuições representa o profeta, oferece
a Deus as primícias de seu rebanho [Gênesis,
4:4], ou seja, quando o Cordeiro de um coração
puro e gentil faz sua aparição, ele é
em seguida assassinado por Caim, o qual, como o escravo dos
sentidos, ofertando os produtos do solo [Gênesis,
4:3], ou da natureza inferior, representa o sacerdote.
Nesse
sentido, então, Abel não promoveu nenhum derramamento
de sangue e não foi agente da morte de criaturas inocentes,
tanto para sacrifício quanto para alimento. Seu Cordeiro
significava simplesmente os mais santos e elevados dons espirituais,
Cordeiro que, rejeitado e assassinado desde o
começo do mundo, é apresentado no Apocalipse
como finalmente ocupando o trono de Deus, cercado de todos
aqueles que, redimidos em razão de o terem seguido,
têm o nome do Pai escrito em suas frontes.
A mesma
verdade espiritual reaparece muitas e muitas vezes nos livros
sagrados, sob várias formas alegóricas. Sempre
são a ternura de coração e a pureza de
hábitos os acompanhantes da vida superior; sempre são
o derramamento de sangue e o comer carnes os resultados de
uma queda para um nível inferior. A história
do Dilúvio ilustra a mesma verdade, e à matança
de animais acrescenta a bebedeira. Nessa parábola,
o homem é representado, depois de um período
de decadência até um extremo materialismo, como
uma vez mais, sob uma enchente de intuição,
recuperando aquelas alturas da perfeição
a plena consciência de sua natureza espiritual.
Os profetas
desse modo, como já foi dito, não promoviam
derramamento de sangue. Não trataram de coisas materiais,
porém com significados espirituais. Seus cordeiros
sem manchas, suas pombas brancas, seus bodes, seus carneiros,
e outras criaturas sagradas, são signos e símbolos
dos vários dons e graças que as pessoas místicas
devem oferecer aos céus. Sem tais sacrifícios
não há remissão do pecado. Mas quando
o sentido místico foi perdido, então a matança
(carnificina) veio em conseqüência. Os profetas
se extinguiram da face da terra, e os sacerdotes passaram
a reger o povo. Então, quando a voz dos profetas novamente
se levantou, eles foram obrigados a falar diretamente, e declararam
abertamente que os sacrifícios para Deus não
são a carne de touros ou o sangue de bodes, porém
santos votos e sagradas ações de graças,
que são suas contrapartes místicas. Pois, assim
como Deus é um Espírito, assim também
são espirituais os Seus sacrifícios. É
apenas tolice e ignorância oferecer carne e bebida material
para o puro Poder e o Ser essencial.
De acordo
com o verdadeiro Evangelho, conforme declarado pelos profetas,
a substância da humanidade não é material
e criada, mas sim espiritual e divina. E o homem se eleva
além de sua natureza inferior até sua natureza
superior ao subordinar os primeiros aos últimos, elevando-se
assim totalmente ao superior, tornando-se com isso divino
pois entre Espírito e Matéria não
há linha fronteiriça. Esse conhecimento era
o tesouro sem preço do qual Israel, ao fugir ou libertar-se,
despojou os egípcios. [Êxodo, 12:36]
Esse era o grande segredo de todos os sagrados mistérios
desde o princípio.
Ao contrário
desse, trata-se de um falso evangelho, aquele que tendo origem
nos sacerdotes, e desafiando ao mesmo tempo o intelecto e
a intuição, atribui a salvação
a uma operação vicariante, e, ao invés
do sacrifício de nossa própria natureza inferior
para a nossa natureza superior, e de nós mesmos para
os demais, insiste no sacrifício de nossa natureza
superior para a inferior, e dos outros para nós mesmos.
É
dessa inversão da ordem divina que o hábito
de comer carne e a vivissecção aquela
mais infernal de todas as práticas que sugiram do abismo
sem fundo da natureza inferior do homem são
os diretos e inevitáveis resultados. E até que
a ordem divina seja restaurada, tanto em ato quanto em pensamento,
pela renúncia da doutrina do sacrifício vicariante,
conforme comumente sustentado, e pela conseqüente reabilitação
do caráter de Deus, todos os nossos esforços
de melhoramento devem ser em vão; nossa civilização
será tão somente uma falsificação,
um simulacro desse termo; e nossa moralidade e religião
serão coisas das quais se pode dizer que estaríamos
melhor sem elas.
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| Budismo |
(*)
Há uma informação bem curiosa nas traduções
esotéricas budistas. A biografia alegórica exotérica
de Gautama Buddha nos mostra haver o grande Sábio morrido
de uma indigestão de "porco e arroz"; desfecho
prosaico, em verdade, e mui pouco solene! Explica-se a lenda
como uma referência alegórica ao seu nascimento
ocorrido no Kalpa do Javali ou Varâha, quando Vishnu tomou
a forma deste animal para tirar a Terra das "Águas
do Espaço". Ora, como os brâmanes descendem
diretamente de Brahmâ, e estão, por assim dizer,
com ele identificados; e como são, ao mesmo tempo inimigos
mortais de Buddha e do Budismo, temos aí o verdadeiro
sentido dessa curiosa combinação alegórica.
0 Bramanismo do Kalpa do Javali, ou Varâha, destruiu a
religião de Buddha na Índia, expulsando-a do pais.
Assim se explica por que Buddha, identificado que é com
a sua filosofia, passa por ter morrido depois de comer carne
de porco selvagem.
A idéia
de que aquele que instituiu o vegetarianismo e o mais rigoroso
respeito a vida animal (ao ponto de se recusar a comer ovos
por serem veículos de vida latente), é em si
mesma contraditória e sumamente absurda, e tem confundido
mais de um orientalista. Mas a explicação que
agora mencionamos levanta o véu da alegoria, e tudo
esclarece. Contudo, o Varâha não é simplesmente
o Javali; mas, de início, segundo parece, deve ter
significado algum animal lacustre antediluviano, "que
se comprazia em - brincar dentro d'água" (Visbnu
Purâna).
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| Islam
e vegetarianismo |
| De: http://www.islamicconcern.com
O propósito
deste artigo é mostrar o que muitos muçulmanos(as)
já vem suspeitando há muito tempo: o consumo
de carne, laticínios e ovos vai de encontro com os
ensinamentos islâmicos de bondade para com os animais.
E não apenas isso, pois as indústrias de exploração
animal são responsáveis pela poluição
e destruição ambiental, e também contribuem
para o aparecimento de diversas doenças fatais nos
humanos.
O Corão é claro a respeito da vida dos animais:
Não
vê você que tudo que há nos céus
e na terra se prostra diante de Allah? O sol, a lua, as estrelas,
as montanhas, as árvores, os animais...
Sura 22:18
Não
existe ser algum que ande sobre a terra, nem ave que voe,
que não faça parte de uma nação
assim como você. Nada omitimos do Livro, e todos serão
congregados ante seu Senhor.
Sura 6:38
O Corão
nos diz que os animais formam comunidades e nações
entre eles próprios, e que eles são muito mais
do que meros recursos. Mesmo assim, os animais são
tratados como máquinas nas "fazendas de criação"
modernas. Estas fazendas de criação não
são apenas encontradas no ocidente, elas estão
se tornando o maior meio de produção de carne,
ovos e leite de todo o mundo.
Os(as)
muçulmanos(as) são ordenados à defender
o ambiente. O Corão diz: "Por certo que oferecemos
a custódia aos céus, à Terra e às
montanhas, mas eles se negaram e temeram recebê-la.
E o homem assumiu isto..." Sura 33:72.
O Corão
apenas nos diz que as carnes permitidas podem ser consumidas
se alguém assim desejar. Mas em nenhum lugar na mensagem
do Islam se requer que um(a) muçulmano(a) coma carne
ou outro produto animal. O consumo de carne e de produtos
animais não é nem encorajado nem recomendado.
Nem a
bondade para com os animais pregada pelo Profeta (sas) ou
a condição especial para com os animais como
descrita no Corão se vêem refletidas nos modernos
métodos de criação de animais para alimento.
Adotando uma dieta vegana (livre de carne, lacticínios
e ovos) um(a) muçulmano(a) encontrará a maneira
mais fácil de viver de acordo com os preceitos éticos,
ambientais e saudáveis do Islam.
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